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13 de fev. de 2019

Adeus previdĂȘncia privada


Eu tinha um plano de previdĂȘncia privada. Mas, a pergunta que nĂŁo quer calar Ă© a seguinte: VocĂȘ tambĂ©m tem um plano de previdĂȘncia privada?



Em meados do ano de 2013 fui convencido a fazer um plano PGBL, sob o argumento principal do gerente do banco de que tal produto era um excelente investimento.

Por ser servidor pĂșblico, a conversa girava em torno do fato de que possuĂ­a em meu favor um benefĂ­cio fiscal quando da restituição do imposto de renda atravĂ©s do plano PGBL.

PBBL X VGBL:

Para vocĂȘ entender melhor, a principal diferença entre estas modalidade de planos previdenciĂĄrios Ă© o tratamento tributĂĄrio, que diz respeito a incidĂȘncia ou nĂŁo de impostos.


Com o PGBL vocĂȘ tem redução do valor do imposto a pagar no momento da declaração anual do IR, atĂ© o limite de 12% dos seus rendimentos brutos.


Ocorre que quando for resgatar ou se aposentar, serĂĄ cobrado imposto de renda sobre o valor TOTAL do resgate ou benefĂ­cio.

No caso do VGBL não existe o abatimento de 12% na declaração do IR, por isso é indicado para quem não possui renda declarada. Em contrapartida, na hora do resgate o imposto é cobrado somente sobre o rendimento e não sobre o total resgatado ou recebido como benefício.

Dessa forma, fiz um plano PGBL.

Mas entendam que a palavra diferimento fiscal nada mais Ă© do do que um adiamento do pagamento.

Portanto, o imposto de renda Ă© pago sim e a mordida do leĂŁo vem justamente na hora que vocĂȘ mais precisa do dinheiro, quando do resgate da aplicação.

EXEMPLO DE CASA:

HĂĄ m ais de dez anos o meu pai fez um plano de previdĂȘncia privada PGBL no Banco do Brasil com a intenção de resgatar quando completasse 60 (sessenta) anos de idade.


Atingido o referido tempo e realizado o saque do benefício a decepção foi instatùnea com o valor recebido, principalmente quando se descobriu que a sua opção foi pela modalidade de tributação progressiva, ocorrendo ainda um ajuste a maior na Declaração do IR.

TRIBUTAÇÃO PROGRESSIVA X REGRESSIVA:

O regime progressivo prevĂȘ a incidĂȘncia do imposto de renda sobre o valor que for resgatado. Isso significa que quanto maior for o valor do resgate, maior serĂĄ a alĂ­quota de imposto aplicada.


Por outro lado, com a tabela regressiva o percentual das alĂ­quotas depende do tempo de acĂșmulo de dinherio junto Ă  previdĂȘncia privada e quanto maior for o tempo, menor serĂĄ o imposto a ser pago.

TAXAS E TAXAS:

NĂŁo bastasse a tributação do imposto de renda, ao longo do perĂ­odo do investimento na previdĂȘncia privada ainda sĂŁo pagas taxas de carregamento e taxas de administração.


A taxa de administração Ă© a remuneração do banco pelo seu trabalho em gerenciar os recurso que vocĂȘ aplicou.

Jå a taxa de carregamento tem a função de arcar com os custos da empresa que administra a aplicação.

Verifique ainda se o plano contratado possuĂ­ taxa de saĂ­da, a qual Ă© cobrada como uma espĂ©cie de “multa” para o caso da pessoa resgatar o montante investido antes de um perĂ­odo determinado.

Com tantas taxas e impostos a sua rentabilidade fica seriamente comprometida.

CONCLUSÃO:

Se vocĂȘ tiver disciplina para investir, mesmo com um perfil conservador, consegue obter ganhos muito melhores na renda fixa, principalmente em tĂ­tulos do tesouro direto.


Cuidado, vocĂȘ nĂŁo deve agir por impulso e resgatar a sua previdĂȘncia privada, pois pode acarretar um prejuĂ­zo financeiro maior. Uma saĂ­da seria buscar planos previdenciĂĄrios mais vantajosos e fazer uma portabilidade, que Ă© garantido por lei.

No meu caso, optei por estudar sobre investimentos e finanças pessoais, saquei a previdĂȘncia privada e assumi o “prejĂș”, levando em conta, principalmente, o curto tempo no investimento (pouco mais de cinco anos) e estou disposto a buscar uma aposentadoria mais digna por outros meios que garantam em primeiro lugar o lucro para mim e nĂŁo para o banco.

Grande abraço.

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